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Autor Tópico: Rumores? Ou o futuro de Olhão?  (Lida 2662 vezes)
V
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« em: Fevereiro 28, 2009, 08:11:20 »

Infelizmente para pena minha, não me é permitido escrever com mais tempo neste fórum da terra que amo e onde espero continuar a viver.

Venho aqui escrever porque recentemente chegaram-me ao ouvido algumas novidades urbanisticas em primeira mão que me deixaram boquiaberto e a pensar seriamente em fazer as minhas malas e sair desta cidade onde cresci.

Em primeiro lugar devo afirmar que a minha fonte de informação é para mim fidedigna por uma razão. Trata-se de alguem que há uns anos me dizia enquanto caminhavamos por aquele pinhal que havia atrás da fabrica do sal, que iam urbanizar toda aquela zona. Naquela altura achei ridiculo tais afirmações mas o facto é que essa urbanização hoje está lá ainda em construção e em breve vão mesmo começar mais construções.

Pois esta pessoa, numa conversa de café disse inicialemente que a praça vai fechar. Porque os "donos" do hotel em construção afirmaram categoricamente que a praça ali tão perto das suas instalações era incompatível com a existência do hotel. Uma das razões são os maus cheiros proveniente da praça. O que me deixa boquiaberto, porque estas pessoas que falam de fechar a praça, ou são muito burras ou muito espertas. Podem ser muito burras e não compreender que o mau cheiro virá quase certamente da ETAR que está a poucos quilómetros a oeste da construção. Ou então, é um golpe de génio para apagar com um dos simbolos de Olhão, uma das zonas mais belas da nossa cidade apenas por razões turisticas.

Continuando a conversa fiquei ainda mais admirado com o que me foi contado, pois aparentemente está em projecto um Hotel 5 estrelas para a ilha da armona. E também um resort de luxo para a zona da antiga base dos Hangares.

Será verdade? Eu sinceramente acredito pois conheço a pessoa há anos e sempre acertou nestas "previsões". Mas como é obvio, é dificil de acreditar que tamanhas barbaridades venham a acontecer no nosso municipio!

A razão deste topico não é informar mas alertar. Pois o que reparo neste forum é que se fala muito mas ninguem dá o primeiro passo para se começar a lutar contra isto. A história de Marim é de meu conhecimento há dois anos. Na altura contactei imediatamente o IPA que me informou que os projectos tinham sido aprovados e teriam a todo o tempo um arqueólogo presente. Muito sinceramente e conhecendo os nossos governantes locais duvido que assim seja e conhecendo o meio, não me admira que muito dinheiro esteja a passar por baixo da mesa para calar muitas bocas. Mas isto é só a minha opinião pessoal e pode não reflectir o que realmente esteja a acontecer.

O que é real é que há dois anos que oiço falar deste projecto e apenas vozes a levantarem-se contra a situação de Marim. Mas não houve acções para impedir aquele atentado que está a começar mesmo ao lado do Parque Natural! Na minha opinião o caso de Marim já é tarde para ser resolvido. Devemos agora é olhar para o futuro e começar a organizar uma resposta efectiva para projectos semelhantes aos de Marim. Como é o caso dos rumores que referi acima.

Podemos ficar anos a escrever e a apontar o dedo mas são as acções que vão realmente contar!
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floripes
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« Responder #1 em: Fevereiro 28, 2009, 09:09:50 »

Caro V nada disso que informa me surpreeende,pois há muito que se fala ,e eu pessoalmente não acredito que toda aquela obra de infrastruturas que estão a fazer seja por causa dos pescadores da culatra e dos habitantes do farol.
Quanto a Marim penso que ainda era possivél parar os estudos de impacto ambiental não foram feitos, e estão previstas construções de um clube de golfe de um centro hipico ,e de umedificio de apoio a eequipamento desportivo em zona de protecção especial.
Ora foi por um caso destes que o freeport está a dar a polémica que está a dar. Penso que se fosse feita uma queixa à U.E. sobre a situção e tendo em conta que a U.E. está neste momento a pedir contas a Portugal sobre o que se tem feito em matéria de estudos de conservação da natureza e protecção desses locas.Por esse motivo se a queixa conseguisse chegar a Bruxelas penso que as obras em Marim podiam ser impedidas.
Pois o ataque à biodiversidade em favor do betão é alarmante naquela zona sensivél.
Claro que para isso era preciso que os cidadãos de olhão se interresasem pelo seus direitos e a maioria está como que anestesiada.
Mas sempre podemos tentar,em vez de mudar de cidade.
 De toda a maneira obrigado pela denuncia destes factos.
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Mano Joao
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« Responder #2 em: Março 04, 2009, 12:52:50 »

Confesso que cada vez mais fico arrepiado quando leio estas coisas sobre a nossa terra!
Tenho acompanhado estes movimentos de avisos, alertas e denúncias sobre estes, como direi, "fenómenos" que estão a avolumar-se em Olhão como nunca visto. Leio críticas avulsas, leio denúncias concretas de grupos de cidadãos, mas ainda não vi nada de palpável. Temos tido notícias de outras câmaras que têm sido alvo de investigações por parte do Ministério Público e algumas até vão agora para os tribunais. Ora bem, tanto quanto sei têm sido solicitados pareceres, têm sido feitos ofícios para as mais diversas entidades (nomeadamente, através do Somos Olhão!), têm sido feitas reuniões e debates públicos, tem vindo publicado em jornais algumas dessas situações, enfim, a contestação já não é mais encapotada nem restrita. O que falta para que comecem as auditorias, as investigações? Em que ponto do rio é que a água está parada?
De que abanão forte precisa o povo de Olhão para mostrar a sua mais veemente discordância pelos sucessivos assassinatos urbanísticos, patrimoniais, culturais e históricos?
Será que esta veia contestatária se perdeu a troco de um shopping megalómano, acessível a uma pseudoriqueza (ou pseudopobreza)? Porque estão os Olhanenses neste marasmo do deixa andar?
Li atentamente as palavras do comentador V e fiquei pasmo. Hotel de 5 estrelas e resorts nas ilhas Barreira? Mas para onde caminhamos? Será isto o expoente máximo da hipocrisia de uma autarquia que tem uma Feira do Ambiente e uma Expomar? E isto vai passar em branco?
Creio que vinte anos de uma governação municipal monocórdica e quase absolutista deram nisto. A cmo tornou-se um feudo: cargos de pais para filhos ou de outros parentes;empregos pela cor do cartão; relações políticas cobradas na hora de assinar um despacho, uma licença; projectos que deviam ser públicos, aprovados sem se dizer água vai; transparência de contas só as que não interessam como limpeza e manutenção.  A população adormeceu.   Até quando mais?

Haja saúde
Mano João
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