|
ZeDePechao
|
 |
« Responder #24 em: Novembro 24, 2009, 04:22:22 » |
|
O Raúl Coelho neste post do Bate-Estacas que abaixo transcrevo sintetiza bem toda a problemática relativa ao Polis da Ria Formosa.
Os esclarecimentos que a S. Polis não consegue dar
Olhão, 24 de Novembro de 2009
Teve lugar ontem uma Sessão que pretendia ser de Esclarecimento sobre o Polis da Ria Formosa mas que nem criar confusão conseguiu, quando é convencimento geral que não vão resolver nenhum dos problemas, vão é criar mais, num vazadouro de largos milhões de euros. A Sociedade Polis LRF nesta matéria agiu com duvidosa boa-fé desde o princípio que foi levantada a questão da Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) ou antes da sua falta. Em Julho, depois de saber junto da S. Polis que não tinha sido feito a AAE, o Somos Olhão! apresentou queixa à Comissão Europeialink e à PGRlink desta lacuna. Na mesma altura o ministro do Ambiente Nunes Correia e a presidente da Sociedade Polis desmultiplicavam-se a negarlink a importância e a necessidade desta Avaliação. Tardia e a contra-gosto lança a consulta à AAE, porque esta Avaliação deveria ter sido feita “numa fase precoce do processo de decisão, por forma a contribuir para a adopção de soluções sustentáveis” (pág.19 do Relatório Ambiental Preliminarlink ), ie., deveria ter sido realizada antes de terem sido aprovado e sem vontade porque teve que adiar até á sua aprovação a execução das medidas do Programa Polis. A realização desta Sessão de Esclarecimento por iniciativa da Sociedade Polis só surgiu por e em respostalink a convite que o SO! lhe fez e à empresa NEMUS, para a realização de uma outra a ter lugar no passado dia 19, a qual não iria dirigir e estaria exposta a um terreno desconhecido mas certamente bastante inquisitivo, optando por, para salvar a face de dialogante, jogar em casa, nas instalações do PNRRF. É um último acto para a legitimação e legalização dos procedimentos para a execução de um programa que não vai resolver os problemas que afectam a Ria, as pessoas que dela vivem, as que dela legitimamente usufruem e ainda lança o tapete para o lançamento da exploração pelos interesses financeiros ligados especulação turístico-imobiliários em troca de uma eventual criação de emprego. Do que ressalta da documentação da AA, intragável por extensíssima para o cidadão comum e interessado no assunto, é a defesa, de entre as várias , mas incompletas alternativas, da chamada “proactiva” onde a parte substancial dos recursos, 87 milhões de euros, são aplicados na chamada “renaturalização” tomada por critérios de propriedade do solo e não renaturalização por critérios de sustentabilidade ambiental e uns décimos percentuais, 250 mil euros, no apoio e reconversão das actividades económicas tradicionais da Ria e 0% no tratamento e despoluição dos esgotos e de duvidosas Etars que degradam, a qualidade das águas e a Ria. Onde o despejo dos proprietários e demolição das casas nas ilhas, é intenção como fim certo e posterior entrega dos mesmos espaços para exploração por privados escolhidos e protegidos do regime, em vez do seu ordenamento em termos amigos do ambiente para fruição dos naturais e visitantes, com muito ou pouco dinheiro, é o que se pode apanhar do Programa que está a ser objecto de Avaliação. [/color]
|