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Autor Tópico: PÓLIS Ria FORMOSA. Dê a sua ópinião.  (Lida 8544 vezes)
carla
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« Responder #20 em: Outubro 22, 2009, 11:03:11 »

Olá,

Deixem o Leal e o Parque fora deste assunto, pois simplesmente são peões num jogo onde nada mandam, o próprio Polis sabe muito bem o que aqui faz.
Peço-lhes para visitarem a quinta de marim e para verem a centena de sobreiros que foram plantados no inicio do ano e que estão todos mortos, porque o polis achou bonito para a comunicação social filmar como é bonito plantar sobreiros em "fevereiro" e depois esqueçeu-se que alguem os devia regar no "Verão". E a limpeza que foi feita na quinta pelo polis para que no verão estivesse cheio de ervas novamente para a epoca dos fogos? Será  que na equipa do Polis existe alguem que percebe do que está a fazer?

Bem Hajam a todos!
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gavião
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« Responder #21 em: Outubro 25, 2009, 10:30:21 »

Nenhuna entidade deve ser esquecida porque todas elas têm a sua quota parte de culpa. Francisco Leal enquanto presidente de camara devia ter submetido à discussão publica e não o fez. A paginas 17 e 18 do Plano Estrategico do Polis pode ler-se que a consessão da Armona termina em 2013 e que a partir daí as casas passarão para a posse do Estado. Então Francisco Leal traindo o seu eleitorado só tem de omitir o que verdadeiramente está em causa.
O Parque da Ria Formosa está tutelado pelo ICNB; é daí que vêm as decisões; e é o ICNB quem gere o POOC, plano que pretende ordenar a Ria Formosa e criou esta tramoia. O POOC também não se sujeitou a AAE pois logo aí todos nós teriamos conhecimento da armadilha.
O Polis é o instrumento financeiro para execução do POOC. As razões das demolições não têm que ver com aspectos de indole ambiental mas tão só quanto à titularidade da gestão dos espaços. Assim na Praia de Faro é desafectada uma parte do Dominio Publico Maritimo para o Dominio Publico do Estado (?). As casas de 1ª habitação construidas em DPM serão transferidas para o DPE; na Ilha do Farol a parte consecionada pelo IPTM manterá as casas mas também estas têm um titulo precario anual. Depois de demolidas as que estão em DPM chegará também a vez destas.
Os Hangares estão em DPM e por isso estão destinadas à demolição.
Os Ilhotes estão em DPM e por isso serão demolidas.
A Armona goza do previlegio de consessão à CMO mas no final desse periodo prevê-se que a sua posse passe para o DPM.
A Ilha da Fuzeta está em DPM e é para ser demolida.
Passada esta fase e tal como se prevê a paginas 36 do Plano Estrategico através de nova legislação será possivel encarar as Ilhas do ponto de vista do Turismo.
Não é por acaso que estão fazendo vultuososo investimentos em saneamento basico, não para servir quem lá habita mas para um futuro a medio prazo com o paradoxo de a empresa que ganhou o concurso (60.000.000) e que não concluiu as obras continuar concorrendo a outras obras publicas. (Coisas do País que temos).
Argumentos como a erosão costeira não têm qualquer cabimento quando se sabe que o maior problema surgiu com a construção dos esporões na zona de Quarteira, mais as Marinas. É isso que consta dos relatorios. Os galgamentos têm que ver com a subida do nivel das aguas do mar em resultado da poluição mundial. O pisoteio agravar-se-á quando as ilhas forem objecto de exploração turistica desenfreada. O cordão dunar nao apresenta sinais de desgaste provocados pelas casas embora se reconheça não ter havido os cuidados que a situação requeria. As dragagens dos canais de naveação não trarão mais e melhor renovação das aguas da Ria sem o desassoreamento e alargamento das barras naturais. Muito mais se poderia dizer mas o melhor será as pessoas que têm casas nas ilhas pensarem organizar-se para dar luta, se as quiserem manter.
Por tudo isso, podem e devem tornar-se membros do Somos Olhão SO! que já está preparando uma resposta à Avaliação Ambiental Estrategica, também ela exigida por aquele movimento junto da CE.
ADERE AO SO!. ENCONTRO 2ª FEIRA ÀS 21.30 NA RECREATIVA RICA (26/10/2009). COMPARECE.
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« Responder #22 em: Novembro 21, 2009, 11:26:17 »

SEGUNDA FEIRA, PELAS 17.00 HORAS, NO AUDITORIO DO pARQUE DA RIA FORMOSA, DEBATE SOBRE A AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATEGICA. COMPARECE E DISCUTE.
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« Responder #23 em: Novembro 23, 2009, 11:09:29 »

Auditório da Quinta de Marim esgotado,para se ouvir o que já se sabia as casas,das ilhas vão abaixo!como podem ler no blog Olhão Livre.
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« Responder #24 em: Novembro 24, 2009, 04:22:22 »

O Raúl Coelho neste post do Bate-Estacas que abaixo transcrevo sintetiza bem toda a problemática relativa ao Polis da Ria Formosa.

Os esclarecimentos que a S. Polis não consegue dar

Olhão, 24 de Novembro de 2009

 
Teve lugar ontem uma Sessão que pretendia ser de Esclarecimento sobre o Polis da Ria Formosa mas que nem criar confusão conseguiu, quando é convencimento geral que não vão resolver nenhum dos problemas, vão é criar mais, num vazadouro de largos milhões de euros.
A Sociedade Polis LRF nesta matéria agiu com duvidosa boa-fé  desde o princípio que foi levantada a questão da Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) ou antes da sua falta.
Em  Julho, depois de saber junto da S. Polis que não tinha sido feito a AAE, o Somos Olhão! apresentou queixa à Comissão Europeialink  e à PGRlink  desta lacuna.
Na mesma altura o ministro do Ambiente Nunes Correia e a presidente da Sociedade Polis desmultiplicavam-se a negarlink  a importância e a necessidade desta Avaliação.
Tardia e a contra-gosto lança a consulta à AAE, porque esta Avaliação deveria ter sido feita “numa fase precoce do processo de decisão, por forma a contribuir para a adopção de soluções sustentáveis” (pág.19 do Relatório Ambiental Preliminarlink ), ie., deveria ter sido
realizada antes de terem sido aprovado e sem vontade porque teve que adiar até á sua aprovação a execução das medidas do Programa Polis.
A realização desta Sessão de Esclarecimento por iniciativa da Sociedade Polis só surgiu por e em respostalink a convite que o SO! lhe fez e à empresa NEMUS, para a realização de uma
outra a ter lugar no passado dia 19, a  qual não iria dirigir e estaria exposta a um terreno desconhecido mas certamente bastante inquisitivo, optando por, para salvar a face de dialogante, jogar em casa, nas instalações do PNRRF.
É um último acto para a legitimação e legalização dos procedimentos para a execução de um programa que não vai resolver os problemas que afectam a Ria, as pessoas que dela vivem, as que dela legitimamente usufruem e ainda lança o tapete para o lançamento da exploração pelos interesses financeiros ligados especulação turístico-imobiliários em troca de uma eventual criação de emprego.
Do que ressalta da documentação da AA, intragável por extensíssima para o cidadão comum e interessado no assunto, é a defesa, de entre as várias , mas incompletas alternativas, da chamada “proactiva” onde a parte substancial dos recursos, 87 milhões de euros, são aplicados na chamada “renaturalização”  tomada por critérios de propriedade do solo e não renaturalização por critérios de sustentabilidade ambiental e uns décimos percentuais, 250 mil euros, no apoio e reconversão das actividades económicas tradicionais da Ria e 0% no tratamento e despoluição dos esgotos e de duvidosas Etars que degradam, a qualidade das águas e a Ria.
Onde o despejo dos proprietários e demolição das casas nas ilhas, é intenção como fim certo e posterior entrega  dos mesmos espaços para exploração por privados escolhidos e protegidos do regime, em vez do seu ordenamento em termos amigos do ambiente para fruição dos naturais e visitantes, com muito ou pouco dinheiro, é o que se pode apanhar do Programa que está a ser objecto de Avaliação.


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