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Autor Tópico: Mais uma vez este ano ,está proibida a apanha de bivalves em Olhão.  (Lida 2903 vezes)
floripes
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« em: Setembro 02, 2009, 03:31:40 »

Enquanto o Francisco Leal e O ministro do Ambiente dizem que está tudo bem na Ria Formosa ,mais uma vez 
a apanha de bivalves é proibida na zona de Olhã, por causa das Toxinas.
Pergunto eu a esses senhores se está tudo bem, porque razão, mais uma vez os mariscadores e viveiristas, estão impedidos de governarem a vida?
Porque não tomam posição sobre isso os partidos concorrente ás eleições autárquicas?
O P.S.em Olhão, gastou uma fortuna em cartazes dizendo que o Leal está ao nosso lado.
Pergunto eu onde está ele quando,acontece essas interdições ,e quando se sabe que há análises feitas ás aguas da ria que os niveis de 0xigénio na agua da ria e na zona de olhão até arrepia,que faz as análises.
O que diz a isso a ARH, e a D. Valentina Calixto?
Será que as amêijoas estão a morrer,e não se podem consumir, por causa do tremor de terra que argumenta que fez ruir a falésia da praia Maria Luisa ?Ou será por causa da poluição que cada vez é maior na Ria Formosa e em especial nos meses de Julho e Agosto ,quando a população aumenta ,aumentando também o caudal de esgotos clandestinos que desaguam para o T, para a marina e para outros sitios, no concelho de Olhão.
Porque será que a apanha de bivalves está interdita em Olhão e não está interdita em Tavira?
A todas essas perguntas eu gostaria de alguém responsavél desse um esclarecimento,pois a unica coisa que se sabe é que uma parte da população de Olhão está interdita de governar a vida.
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gavião
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« Responder #1 em: Setembro 02, 2009, 10:20:08 »

A PSP, é a toxina detectada nos bivalves na zona de Olhão um pouco mais alargada. Ninguem quer ou pode assumir que aquela toxina se desenvolve a partir de micro-algas presentes nas aguas residuais urbanas tratadas nas Etar de Olhão Poente e Faro Nascente, e que com o aumento da temperatura das aguas marinhas se multiplicam. Assumir culpas significaria ter de pagar indemnizações aos mariscadores e isso ninguem quer. Se Francisco Leal afirma estar tudo bem que dizer da oposição? Mais do que dizer, é preciso agir e parece não haver interessados em resolver o problema
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« Responder #2 em: Setembro 03, 2009, 03:09:40 »

Não sei se é verdade mas várias pessoas com ligações ao mar já me disseram que esta interdição não é

relacionada com as toxinas mas sim com a compra de grandes quantidades de uma espécie de ameijoa

estrangeira, e que por sua vez tem que ser vendida antes que se estrague. Daí a proibição para apanhar a

"nossa" ameijoa. Mais uma vez o executivo camarário pactua com os interesses de alguns e não de todos...

Saudações olhanenses
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Miguel Cardoso
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« Responder #3 em: Setembro 03, 2009, 10:59:27 »

Não sei se é verdade mas várias pessoas com ligações ao mar já me disseram que esta interdição não é

relacionada com as toxinas mas sim com a compra de grandes quantidades de uma espécie de ameijoa

estrangeira, e que por sua vez tem que ser vendida antes que se estrague. Daí a proibição para apanhar a

"nossa" ameijoa. Mais uma vez o executivo camarário pactua com os interesses de alguns e não de todos...

Saudações olhanenses

Boas, não, não existe nenhuma conspiração nem boicote a captura/venda de moluscos bivalves da zona sul e da Ria Formosa, infelizmente estas interdições ocorrem por presença de tóxinas nos bivalves em niveis que não são aceitaveis, segundo os parametros impostos pelo Estado Português e pela Comunidade Europeia. A questão é saber os motivos ou factores que originam a presença subita destas tóxinas, será por causas naturais, será por motivos de pressão humana, poluição, esgotos etc, será pelo aumento da temperatura da àgua do mar.
Uma coisa é certa e já está mais que constactada pelos armadores/pescadores e viveiristas, estas tóxinas só surgem durante os meses de Verão. Eu pessoalmente acredito que a elevada pressão humana durante os meses de Verão no Algarve é um factor a ter em conta, as Etars existentes não estão preparadas para receber a totalidade das redes de esgotos das nossas cidades, bem como, não estão dimensionadas para tratar o elevado volume de aguas residuais que é produzido durantes os meses de Verão.
Ainda assim, durante os periodos de interdição vê-se milhares de pessoas nas praias a apanharem Conquilha, sem medida (do tamanho de um pinhão), enchem garrafões de cinco litros e a fiscalização, policia maritima  nada fáz, limitam-se a afixar os editais em locais muito pouco visiveis á população.

Miguel Cardoso    
« Última modificação: Setembro 03, 2009, 11:01:48 por Miguel Cardoso » Registado
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« Responder #4 em: Setembro 09, 2009, 11:26:39 »

Já passaram 7 dias e a interdição da apanha de bivalves na ria formosa;zona de Faro/Olhão continua interdita.
Mas o comércio de bivalves continua a ser feito pois ninguém controla nada,e se existem mariscadores e viveiristas que respeitam a interdição,outros há que por inconsciência e outros por necessidade,que voltaram a apanhar amêijoas, pois alegam que foi capturada na zona não interditada.
O Miguel Cardoso diz e muito bem que ninguém fiscaliza, e como os turistas apanham as conquilhas,em periodos de interdição também alguns profissionais fazem o mesmo,sem haver fiscalização e pondo a saúde Pública em risco.
O mais grave é que passado a interdição ninguém dá explicações do motivo do aparecimento das toxinas.
Temos a sede do IPIMAR em Olhão há que anos os estudos que esses cientistas exóticos(que não ganham o ordenado minimo), fazem ninguém os conhece, isso é se fazem esses estudos.
O que é certo é que cada vez se comercializa menos bivalves, e que os viveiristas  mariscadores, e armadores cada vez vivem em piores condições e o estado tem menos lucros e o comércio local sofre com isso.
Em plena campanha eleitoral,para as legislativas e  autárquicas, não se vê nenhum partido avançar com,denuncias e  propostas de solução, para este grave problema ambiental e sócio económico,nas pessoas nativas de Faro e Olhão.
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« Responder #5 em: Outubro 23, 2009, 05:27:01 »

Boas!

Sim, os esgotos podem provocar alterações nas ameijôas, mas essa toxina também pode ter vindo de uma espécie exótica que algumas pessoas, apesar de ilegal, criam em viveiros...

De alguma maneira essa toxina prejudica as espécies nativas da nossa Ria, a nossa sáude e a nossa economia...

A questão é: De onde vêm essa toxina?


Para responder a essa pergunta é preciso que haja uma investigação...


Quem a vai a fazer? Quem vai suportar os custos da investigação?  Huh?
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« Responder #6 em: Outubro 23, 2009, 07:17:27 »

cara "kimy" as espécies exóticas, que são importadas para a ria formosa sem controlo nenhum, são a amêijoa japónica, e as ostras da espécie jigas.
a ganância do homem não tem limites,mas o PNRF,que devia controlar a introdução dessas espécies na ria formosa, também não está isento de culpas.
Também lhe digo que em frança desde há 2 anos que eles  se debatem com a mortalidade nessa espécie de ostras,o que é certo, é que cada vez há mais ostras, a serem importadas de frança para a ria,e já o ano passado houve mortandade também nas ostras na ria formosa.
o mais grave é que enquanto que em França já estão uma série de cientistas, a estudar a causa e o remédio para tal mortandade,cá os nossos cientistas exóticos, que estão acoitados na sede do IPIMAR,não estudam nada,nem tomam medidas limitam-se a interditar a apanha,pois nem a comercialização conseguem impedir.
mas o ordenado deles ao fim do mês é certo, enquanto que os viveiristas e mariscadores cada vez estão piores, devido à mortandade seja provocada pela poluição sweja pela introducção de espécies exóticas na ria,sem nenhum controlo,da parte do responsáveis.
A CMO tem um gabinete de aquacultura ,e o que faz,perante estas situações?
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« Responder #7 em: Outubro 24, 2009, 12:00:17 »

A Ria faz parte da Natureza e TODOS temos o dever de preservá-la!


Na minha opinião NINGUEM está isento de culpas, porque sim o PNRF deveria controlar as espécies que entram na Ria. Mas é impossivel que eles consigam saber de tudo, por isso cabe a nós como cidadãos responsáveis e activos, denunciar estas situações e apresentar queicha, porque a introdução de espécies exóticas pode provocar uma diminuição da espécie ameijôa-boa (Ruditapes decussatus).

Caro "embroise" conheço o caso das ostras e das ameijôas que estão ameaçadas na nossa Ria, mas desconheço o trabalho que a IPIMAR está a desenvolver actualmente, mas garanto-lhe que um trabalho de investigação pode demorar anos... Sendo assim eles podem estar a investigar ou a desenvolver algum projecto que não podem largar a meio.

Sim, deveria haver uma maior preocupação pela parte das entidades de fiscalização e ambiente.
Alguem já escreveu uma carta  ou foi pessoalmente falar com os responsáveis sobre este assunto?
Temos que insistir para o bem do ecossistema, porque este é um assunto de alta importância...
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« Responder #8 em: Outubro 24, 2009, 11:06:41 »

Essa polémica da introdução de espécies exóticas na ria formosa,é do conhecimento da maioria das pessoas do PNRF, do IPIMAR,e das próprias organizações de produtores.
Já várias vezes se abordou esse tema ,mas todo o mundo tem medo de mexer nele. Talvez porque haja pessoas, muito importantes na vida politica local, que tem negócios dessas espécies exóticas.
E conforme eu ouvi,  numa conferência sobre os problemas da Ria Formosa,onde um dos membros da mesa,com responsabilidade na gestão do PNRF, onde esse responsável disse assim:" há o proibido e o expressamente proibido" se calhar e infelizmente, a introdução das espécies exóticas,na Ria Formosa, está no "simplesmente proibido", ou seja as autoridades abem mas não actuam.
Felizmente parece que há cidadãos que não se conformam,e estão dispostos a organizarem-se para estas questões e pedir responsabilidades a quem deve.
por esse motivo na próxima 2ª feira eu vou a um encontro na recreativa rica às 21h, do movimento de cidadania "Somos Olhão" para debater esta e outras questões relacionadas com  o nosso concelho.
Quanto mais cidadãos aderirem a esse movimento, mais força este terá, e pode ser que as coisa comecem a   mudar em Olhão e na Ria Formosa.
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« Responder #9 em: Outubro 24, 2009, 10:06:28 »

Eu não digo que eles não sabem da introdução de espécies exóticas, penso é que não devem conseguir controlar essa introdução, pois qualquer um pode fazê-lo.


Concordo! É preciso que o povo actue nestas situações...
« Última modificação: Outubro 24, 2009, 10:11:04 por Kimy » Registado
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