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Autor Tópico: Vestigios romanos no concelho de olhao.  (Lida 11769 vezes)
floripes
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« Responder #20 em: Setembro 03, 2009, 01:55:56 »

Passados meses e depois de muitas promessas da APOS, que iria fazer uma conferência sobre o Marim Romano, parece que tudo ficou em águas de bacalhau.
Ou seja teremos de esperar que passe as eleições para se voltar a falar de Marim Romano?
É pena pois os parece que nenhum dos partidos concorrentes às eleições, se interessa em discutir este assunto.
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raia-alhada
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« Responder #21 em: Setembro 08, 2009, 08:06:45 »

Na realidade, a única solução viável para a zona arqueológica de Marim era ela ser transferida para os concelhos de Vila Real de Santo António ou de Loulé, os únicos que inspiram alguma confiança sobre a salvaguarda do seu património arqueológico.
O resto do Algarve, infelizmente, é quase só território  mal frequentada por betoneiros gananciosos e pedreiros analfabetos.
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« Responder #22 em: Setembro 08, 2009, 09:30:41 »

Não me vou alongar muito, até porque os meus conhecimentos nesta materia são muito poucos, mas noto que da parte da autarquia não há de facto qualquer interesse no assunto. Na verdade no PDM de 1995 já consta um lista de elementos do patrimonio arquitectonico e arqueologico do concelho em que quase todos anteriormente referidos são citados. Claro que outros interesses se levantam e não seria muito conveniente surgir agora um achado que viesse empatar algum projecto. Se assim não fosse já teriam condicionado o acesso para evitar a degradação.
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« Responder #23 em: Setembro 08, 2009, 09:34:51 »

mas que há muita coisa em marim para descobrir lá isso há,pois denis grenn veio cá estudar o que se passa em marim.
pensam que os estrangeiros são assim tão parvos, para estudaren sitios romanos sem importância?
parvos somos nós que deixamos que nos destruam o nosso passado.
pois é muito bonito dizermos que olhão é recente.
Olhão é muito mais antigo que aquilo que nos querem fazer querer.
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raia-alhada
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« Responder #24 em: Setembro 09, 2009, 02:18:42 »

A ignorância e o bairrismo são dois flagelos terríveis contra o conhecimento das histórias locais. A sua combinação nefasta produz uma patologia com sintomas opostos:
- Cepticismo exacerbado próprio das mentes mesquinhas ou materialmente interessadas na ocultação do passado.
- Umbiguismo delirante de cariz identitário, próprio das mentes narcísicas, que se acompanha frequentemente de fantasias persecutórias.

Ambas as situações são comuns onde a grande cultura é ainda analfabeta, sendo graves por permitirem todo o tipo de manipulações.

Olhão é uma comunidade historicamente extremamente nova num território de ocupação muito antiga.
Os cabanais de pescadores e aldeias do séc. XV-XVI são resultante da colonização portuguesa que só a partir dessa época se faz sentir com alguma intensidade. Como se sabe, Olhão só em 1695 adquire identidade religiosa, só em 1765 obtém identidade económica e só em 1808 alcança autonomia administrativa.
A juventude de Olhão é ainda mais recente como capital territorial: a completação dos seus limites concelhios só termina em 1876.
O concelho de Olhão é assim uma invenção extremamente recente, que cresceu a cavalo sobre territórios historicamente ligados a Faro e Tavira desde tempos imemoriais.
A sua comunidade culturalmente muito diferenciada, própria de um centro piscatório, desenvolveu a sua identidade em oposição ao meio rural circundante, o que não contribuiu em nada para uma integração territorial. Ao contrário de Olhão, Tavira, Albufeira ou Lagos tiveram séculos para realizar essa integração.

Essa é a explicação do auto-centrismo bairrista de Olhão-povoação relativamente a Olhão-território, apesar de já não ser um habitat piscatório relevante há, pelo menos, uma geração.

Essa é também a explicação da incapacidade reiterada de articular a história de Olhão-povoação com a história de Olhão-território. Se a primeira é fácil de investigar e de apreender, já a segunda lhes escapa completamente, pois é estranha e anterior ao próprio conceito histórico de Olhão e de olhanenses.

Esta contradição torna-se gritante no que respeita ao passado romano: os dois núcleos mais importantes dessa época situavam-se, um no termo de Ossonoba (Marim) e outro no termo de Balsa (Moncarapacho e arredores). Nenhum deles tem a ver com a história de Olhão nem com o sítio da sua povoação. Por vicissitudes do destino político-administrativo foram incluídos mais de um milénio mais tarde numa circunscrição territorial inventada no séc. XIX, sem passado histórico digno desse nome nem interesse colectivo em conhecer o legado territorial que herdaram meramente por acaso.

O interesse pelo passado arqueológico e pela história longínqua esteve assim muito limitado, a um escasso número de personalidades letradas, que foram responsáveis por quase tudo que se escreveu até hoje sobre o território de Olhão. Infelizmente todos os membros mais destacados dessa geração já faleceram.

O que é verdadeiramente grave, escandaloso e preocupante é o corte geracional que se verifica hoje, tanto neste fórum como sobretudo na discussão pública do projecto de Marim, onde NINGUÉM, nem associações nem particulares, fazem sequer menção da importância arqueológica do local, no entanto mais que bem conhecida já desde o século XVII (dezassete!).

Afinal o que se passa com os olhanenses? Ficaram todos analfabetos de repente? A Câmara é que tem a culpa pela vossa ignorância pessoal e massiva?
Antes de resolver estas coisas será que vale a pena fazer conferências sobre Marim?
Será que alguém as compreenderá?
Se calhar o que Marim revela não é bem aquilo que os egos bairristas de Olhão estão à espera de ouvir.
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Raúl Coelho
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« Responder #25 em: Setembro 09, 2009, 03:26:48 »

Cito a raia-alhada:

“Essa é também a explicação da incapacidade reiterada de articular a história de Olhão-povoação com a história de Olhão-território. Se a primeira é fácil de investigar e de apreender, já a segunda lhes escapa completamente, pois é estranha e anterior ao próprio conceito histórico de Olhão e de olhanenses.”…
“O que é verdadeiramente grave, escandaloso e preocupante é o corte geracional que se verifica hoje, tanto neste fórum como sobretudo na discussão pública do projecto de Marim, onde NINGUÉM, nem associações nem particulares, fazem sequer menção da importância arqueológica do local,”……
“Antes de resolver estas coisas será que vale a pena fazer conferências sobre Marim?
Será que alguém as compreenderá?
Se calhar o que Marim revela não é bem aquilo que os egos bairristas de Olhão estão à espera de ouvir.”


Pergunto à raia-alhada:
As conferências, a divulgação de um passado e da existência de um passado arqueológico não poderá vir ajudar à resolução dessa contradição, por muito que se oiça o que alguém eventualmente não esteja à espera?
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floripes
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« Responder #26 em: Setembro 09, 2009, 04:58:27 »

srª" raia alhada",diga-me lá como leva parte da população  do concelho de Olhão, a mostrar-se interessda pelo passado histórico de Marim se ele não for divulgado e discutido?
Eu pessoalmente conheço pessoas,que sabem muito sobre Marim,por exemplo no museu da Figueira da Foz existe a mais bela colecção de estelas funerárias, do periodo romano que foram levadas para lá pelo drº Santos Rocha.
Eu próprio conheço uma pessoa que  quase teve de obrigar, a CMO a ir recolher,uma dessas lápides,que hoje está no museu da cidade, quando se preparavam para a destruir ou levar para venda.
Quantas pessoas em Olhão sabem disso?
Custava muito à CMO pedir,aos responsaveis pelo museu da F.Foz, para se fazer reproduções dessas estelas, e  divulgar ao publico?
Ora se houve artistas desse calibre a trabalhar,a pedra dessas estelas, em Marim, é sinal que ali houve uma população importante,aliás um membro  V, deste forum olhão ,disse que é obrigatório estudar o Marim Romano na universidade de história.Será por acaso? Ou os responsaveis autárquicos, numca tiveram nimguém à frente do pelouro da cultura que tivesse motivada, por esta realidade? ou seriam tão "calhaus" que nem sequer sabem da existência da importância do Marim Romano?
 Vamos passar mais quantos anos, a desprezar essa realidade, e a ocultar ao publico o nosso passado?
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« Responder #27 em: Setembro 09, 2009, 10:23:15 »

Para que fiquemos todos a saber um pouco sobre o que estamos a falar, tenho o prazer de vos enviar um extracto da introdução do estudo "Marim Romano", resumo da 2ª edição, que me foi gentilmente enviado pelo autor:


O sítio arqueológico de Marim (Quelfes, Olhão, Faro) é um dos mais importantes do Algarve romano e um dos mais referenciados na literatura especializada.

É referido pela primeira vez em 1593, por André de Resende, numa notícia relativa a uma inscrição epigráfica .

Em 1607 Fernandes Sarrão descreve o sítio como sendo "de muitas antigualhas, de muitos mármores, com muitas letras" na sua História do Reino do Algarve .

Praticamente destruído desde a sua exploração muito sumária por Estácio da Veiga e Santos Rocha em finais do séc. XIX , tornou-se notório por uma colecção invulgar de epigrafia funerária – sobretudo romana mas também paleocristã –, por algumas plantas esquemáticas de vestígios importantes da época romana e pelo achamento de um tesouro monetário de inícios do séc. V, noticiado em 1786 sem deixar rasto posterior.  Os objectos provenientes dessas explorações fazem hoje parte dos acervos do Museu Nacional de Arqueologia e dos museus municipais de Faro e da Figueira da Foz.

Ao longo do séc. XX, antiquários e arqueólogos amadores recolheram aí objectos, de que há escassas notícias até 1986  e dos quais só uma pequena parte ficou à guarda dos museus de Olhão e Moncarapacho.

Em 1988-9 a equipa de Tavares da Silva realizou a primeira intervenção arqueológica científica no local, numa fábrica de salgas entretanto descoberta, intervenção que permanece ainda a mais importante até à data .

Em 1990 Cristina Garcia explorou um novo sítio na vizinhança, com um tanque de salgas.

Em 1995 a Carta Arqueológica de Portugal publicou a primeira localização topográfica do sítio e a notícia de um tanque de salgas inédito .

Em 2002-3 Graen reescavou as fundações do templo romano referido por Estácio da Veiga, revelando novos elementos arqueológicos e objectos inéditos de colecções parti-culares , cujo estudo só foi publicado muito recentemente .

Do espólio arqueológico recolhido no séc. XIX destaca-se a epigrafia romana já referida, que foi objecto de estudo por diversos autores, com realce para Encarnação . Desde a publicação em 1984 da sua obra Inscrições Romanas do Conventus Pacensis até hoje, o número de inscrições romanas provenientes de Marim cresceu de 15 para 19. A epigrafia paleocristã, com três inscrições, teve também uma releitura e resenha bibliográfica recentes, da autoria de Alves Dias .

Outros materiais arqueológicos têm sido estudados por diversos autores . Inclui-se nesta 2ª edição um estudo inédito de Lídia Fernandes sobre um capitel romano , realizado a pedido do autor.

Entre os estudos sobre Marim sobressaem: a interpretação socioeconómica da epigrafia por Encarnação ; a análise de Tavares da Silva sobre a geoeconomia de Marim romano  e a obra de Lagóstena Barrios sobre a economia dos produtos piscícolas na Hispania Romana  – com numerosas referências a Marim.
 
O restante conhecimento do sítio deve-se a comentários interpretativos de diversos autores, mais ou menos fundamentados e repetidos, tendo-se gerado uma copiosa bibliografia: o Levantamento arqueológico-bibliográfico do Algarve regista 108 referências de 37 autores relativas a Marim nos cento e vinte anos entre 1866 e 1986 .
 
Mais recentemente, os templos de Milreu e Marim têm um lugar destacado em dois estudos sobre esse tipo de edifícios . Outro estudo e catálogo sistemático recente das villae tardias da Hispania também inclui Marim . Dois outros catálogos descrevem o balneário . Destaca-se o de García-Entero, de âmbito peninsular, por apresentar pela primeira vez uma validação da sua função relativamente à planta de Estácio da Veiga, considerando paralelos hispânicos.

O verbete publicado em 2006 no Diccionario Akal de la Antigüedad Hispana, sintetiza bem o deficiente estado do conhecimento geral sobre Marim:
"Complexo de ruínas, que, como outros no Sul de Portugal, foi escavado no séc. XIX e não tem uma atribuição clara a uma villa romana, no sentido tradicional desta. Reúnem-se, dentro de uma extensão considerável de terreno, dependências industriais, umas termas de boa construção, casas de habitação que tiveram mosaicos, etc. A isso adicionam-se mais de catorze estelas funerárias, pertencentes a duas necrópoles. O material arqueológico recupe-rado aponta para uma intensa actividade agrícola e industrial (ânforas de garum, dolia de vinho ou de azeite, etc.). A cronologia é indiferenciada e prolonga-se do séc. I ao séc. V d.C. Há no lugar mostras de cristianização" .

De facto a interpretação do sítio está longe de ser unânime: seria a Stacio Sacra referida na Cosmografia do Anónimo de Ravena, no sentido de igreja paleocristã  ou de portus fisci romano  ou bizantino , ou então seria uma villa ou vicus , uma villa excepcionalmente rica , uma villa agro-marítima  ou mesmo uma possível cidade .

Lagóstena Barrios, aceitando a sua identificação com a Stacio Sacra, caracteriza o sítio como um núclo secundário, colocando a hipótese de se tratar de uma statio já desde a época alto-imperial, devido aos ricos vestígios que datam desta altura. Considera que as instalações conserveiras se teriam desenvolvido articuladas com as actividades portuária e produtivas do lugar .

Mais recentemente Graen aceita também a tese da Stacio Sacra mas baseando-se numa interpretação funerária, pós-romana e páleocristã das plantas de Estácio da Veiga, e na hipotética situação do sítio sobre a via antiga, retomando assim as teses deste autor. São ilações que o presente estudo considera derivarem maioritariamente de permissas inaceitáveis e da datação errada de elementos chave . Esta segunda edição inclui uma crítica às hipóteses de Graen, sem menosprezar a relevância dos novos vestígios descobertos  e das hipóteses interpretativas daí decorrentes.

Salvo estas interpretações – de âmbito parcial, demasiado sintéticas ou pouco fundamentadas – Marim nunca foi até agora adequadamente estudado nem objecto de uma restituição arqueotopográfica que pudesse simultaneamente ilustrar a morfologia antiga do lugar, expor o seu perfil funcional e a evolução das grandes fases de ocupação e clarificar a sua posição no quadro territorial do Algarve romano, nomeadamente da sua relação com Ossonoba.
 
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« Responder #28 em: Setembro 10, 2009, 01:15:37 »

Não desejo de modo algum monopolizar este fórum.
No entanto, gostaria de terminar as minhas intervenções com um tópico de política cultural.

Penso que não é necessário ser-se engenheiro espacial para apreender os pontos essenciais do que devia ser uma política de promoção do conhecimento e do património da Antiguidade no concelho:

A primeira medida era esquecer a cidade de Olhão. Olhão tem tudo aquilo que se sabe mas não um passado romano minimamente relevante. Nada resta das (pelo menos) duas fábricas de salgas que aí existiram e fábricas de salgas romanas em meios rurais são "à dúzia" no Algarve, só valendo pelos espólios identificadores e estruturas conservadas.

O concelho tem, por outro lado, duas estruturas muito importantes que podem e devem servir como núcleos de conhecimento histórico e patrimonial:

- O museu de Moncarapacho, com o 4º espólio romano mais importante do Algarve (a seguir a Faro, Lagos e Silves) e completamente abandonado. Este museu fabuloso fica numa povoação a poucos quilómetros dos três troços de via romana mais bem conservados do Algarve e fica perto de um dos santuários mais antigos e famosos de toda a Hispania Romana (refiro-me, naturalmente, ao Monte Figo).

A este espólio deve acrescentar-se o espólio pessoal do legado do Dr. Fernandes Mascarenhas, que deve ter algumas surpresas e materiais importantes de Marim.

- O Centro ambiental de Marim (Parque Natural) onde se situa uma das raras fábricas de salgas exploradas cientificamente no Algarve e onde existe ainda outra, que fazem parte do complexo de Marim Romano, mesmo ao lado da quinta aonde se situa a parte mais importante das ruínas. É o Centro que tem à guarda todo o espólio arqueológico (em parte inédito) das escavações de Tavares da Silva e Cristina Garcia. Não estou a ver melhor lugar para fazer um museu e centro interpretativo de Marim Romano.

A estes sítios poder-se-ia adicionar um roteiro supra-concelhio dos principais lugares de vestígios e memória do Algarve Romano nas antigas civitates de Ossonoba e Balsa: Cerro da Vila, Faro, S. Brás, Milreu, Torre de Aires, etc.

Por outras palavras, Olhão podia, se não fosse tão ignorante, ser o centro da promoção do conhecimento e do turismo cultural sobre o Algarve Romano.
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« Responder #29 em: Setembro 11, 2009, 12:38:48 »

Cara raia,

É sempre bem vinda para informar desta maneira este espaço.

Todos aqueles que o visitam agradecem.
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« Responder #30 em: Setembro 11, 2009, 09:26:01 »

Finalmente a"raia alhada" abriu o jogo, e deu umas pistas,aos leitores deste forum,pela minha parte agradeço,pois há muita gente que não sabe do passado do seu concelho,sempre adianto que o tesouro monetário, eram 100 moedas de ouro que nem sequer tiveram circulação.
Mas mantenho que se devia fazer conferências sobre o que está e esteve no subsolo de Marim.
Só conhecendo, e divulgando,se pode tomar posição, sobre a destruição que se pretende fazer em Marim!
Um povo sem passado é como um homem sem memória,e o nosso concelho tem um passado histórico,que vale a pena conhecer, e lutar por ele, e pela sua  divulgação, antes que desapareça totalmente.
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« Responder #31 em: Outubro 04, 2009, 11:47:02 »

Fico surpreendido por ver que realmente há gente em Olhão que compreende que nós vivemos num território rico em história e arqueologia. Pena que a grande maioria da população continue a ignorar tudo aquilo que pode ter debaixo dos pés.

Deixo aqui alguns comentários ao que aqui tem sido discutido.

Citar
Na realidade, a única solução viável para a zona arqueológica de Marim era ela ser transferida para os concelhos de Vila Real de Santo António ou de Loulé, os únicos que inspiram alguma confiança sobre a salvaguarda do seu património arqueológico.
O resto do Algarve, infelizmente, é quase só território  mal frequentada por betoneiros gananciosos e pedreiros analfabetos.

É com tristeza que afirmo com toda a certeza que Olhão é neste momento o concelho do Algarve mais retrógado no estudo do passado. Tal facto motivou até que tivesse escrito uma carta ao vereador da cultura sobre este assunto, mas como é obvio não obtive qualquer resposta.


Citar
sta contradição torna-se gritante no que respeita ao passado romano: os dois núcleos mais importantes dessa época situavam-se, um no termo de Ossonoba (Marim) e outro no termo de Balsa (Moncarapacho e arredores).

Vejo-me obrigado a corrigi-lo nesta afirmação. Pois de facto os topónimos romanos que referiu nada teem a haver com os locais actuais que referiu. Hoje está bem claro que Ossonoba se situaria com toda a certeza na cidade de Faro. E Balsa se situaria em Torre D'aires no Concelho de Tavira. Balsa é até uma das cidades mais importantes do sul do Algarve, os seus vestigios estão a ser destruidos a um ritmo diário pelo próprio prroprietário dos terrenos que teve umas desavenças com uns arqueólogos há uns anos. A Camara de Tavira já tentou comprar o terreno para iniciar o estudo cientifico da cidade mas o dono da propriedade recusou e fez uma contra-oferta exorbitante (chama-lhe burro). A respeito de Marim, aparentemente tratar-se-á de Statio Sacra, pois é referido em fontes clássicas uma povoação entre Balsa e Ossonoba com esse nome. No entanto não há provas concretas desta cidade que se mantem perdida, certamente no nosso concelho. Pois os estudos arqueológicos em Marim indicam tratar-se de uma Villa romana de uma dimensão considerável. No entanto estudos futuros podem mudar esta percepção de Marim.

Deixo-vos aqui o ultimo trabalho referente a Marim publicado na revista de arqueologia do antigo IPA:
http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/RPA/v10n1/folder/275-288.pdf
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« Responder #32 em: Outubro 06, 2009, 07:10:50 »

Caro V.

Vejo pela seu comentário que é um novato nestas lides, o que não teria nada de mal se não se apressasse a "corrigir" coisas sobre as quais não sabe muito e a proferir frases lapidares sobre temas que, claramente, não domina.
Aconselho-o a ver num bom dicionário o significado da palavra "termo" (referido a uma cidade) e a estudar um pouco o estado actual dos conhecimentos sobre a limitação de fronteiras entre os antigos municípios romanos de Balsa e Ossonoba.
Sobre Marim, talvez fosse mais proveitoso começar a actualizar-se sobre o  historial interpretativo do local.
Aconselho-lhe começar pelo post
http://imprompto.blogspot.com/2009/10/marim-romano-um-novo-resumo.html

Recomendo a todos a ilustração nº 20 aí apresentada, que mostra a implantação da zona arqueológica sobre a zona da Urbanizção dos Pinheiros de Marim.
Para os de estômago mais forte está lá um link para o "resumo" (!) do estudo sobre Marim, com mais de 40 páginas de texto, difíceis de digerir!
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« Responder #33 em: Outubro 08, 2009, 07:25:57 »

Citar
Vejo pela seu comentário que é um novato nestas lides, o que não teria nada de mal se não se apressasse a "corrigir" coisas sobre as quais não sabe muito e a proferir frases lapidares sobre temas que, claramente, não domina.
Aconselho-o a ver num bom dicionário o significado da palavra "termo" (referido a uma cidade) e a estudar um pouco o estado actual dos conhecimentos sobre a limitação de fronteiras entre os antigos municípios romanos de Balsa e Ossonoba.
Sobre Marim, talvez fosse mais proveitoso começar a actualizar-se sobre o  historial interpretativo do local.
Aconselho-lhe começar pelo post

Felizmente para mim sei bastante bem o significado da palavra "termo", se bem que essa palavra não era usada para divisões administrativas na altura em que eles por cá andavam. Realmente tem razão a respeito do limite administrativo das duas cidades, pelo que o erro foi meu, não em não saber o significado de "termo" mas sim em não ter reparado que sua excelência usou tal palavra no seu discurso, tendo a minha mente "novata nesta lides" ter interpretado as suas palavras como a identificação das duas cidades, ou seja Ossonoba e Balsa, com Marim e Moncarapacho respectivamente o que isso sim mostraria uma tremenda falta conhecimento sobre a "romanidade" em noss humilde território.

As minhas "frases lapidares" proveem do meu conhecimento dos locais e do estudo que fiz sobre eles, não só sobre Marim e Balsa, mas tambem sobre aquela "villaezita" romana que já foi destruida situada no Torrejão Velho. Daqui a uns meses passe na base de dados do IPA e verá lá novas datações para este local ainda considerados Balneários romanos sem qualquer cronologia.

Sua excelência vem falar-me de Luís Fraga da Silva pois conheço muito bem o trabalho deste investigador bem como as suas obras literárias, os seus estudos revolucionários, onde nunca o vi apresentar uma fonte bibliográfica e onde tira as suas conclusões de sitios arqueológicos sem apresentar métodos cientificos. Caso não saiba esse investigador nem formação arqueológica tem, trata-se de um geólogo que gosta de dissertar de forma revolucionária sobre temas que não foram ainda estudados a fundo. Trata-se de facto de um investigador tão sério que quando lhe enviei o meu trabalho sobre o Torrejão Velho sua excelência nem se deu ao trabalho de me contactar para falarmos sobre o mesmo, mas sim preferiu simplesmente ir ao museu de Olhão olhar para os artefactos recolhidos e estudados por mim com alguem que não tem qualquer formação na área em questão. Termino dizendo que as suas teorias são de facto bonitas para o cidadão comum que assim se vê iludido por grandiosas suposições sobre cidades perdidas no nosso Algarve, mas dentro da comunidade cientifica, e mais especificamente dentro da Arqueologia este "investigador em Historia Territorial" não é considerado uma fonte credivel de investigação cientifica.

Mas se quer falar de Bibliografia a sério, aconcelho-o a consultar a obra Arqueologia Romana do Algarve escrita com base nos documentos de Estácio da Veiga pela sua neta e onde encontrará extensa informação sobre Balsa, Marim e até o Torrejão Velho. Engraçado é ver que desde essa altura (1972) pouco ou nada mudou a respeito da conservação destes locais, a não ser a sua destruição sistemática no caso de Balsa. Esta obra é sem duvida um bom ponto para começar uma boa investigação sobre estes locais, pode ainda consultar O Dominio Romano em Portugal onde todos estes locais são referenciados embora não tão aprofundadamente. Pois de facto estes locais estão pouco estudados e á parte um ou dois estudos de cerÂmicas para Balsa e as investigações arqueológicas que aconteceram em 2002 e 2003 em Marim, muito pouco se tem estudado estes locais que muito certamente terão para dar aos investigadores. Consulte a Revista de Arqueologia do site do ex-IPA (http://www.ipa.min-cultura.pt/) onde poderá encontrar artigos sérios de arqueologia como o que coloquei na minha anterior intervenção.
« Última modificação: Outubro 08, 2009, 11:23:18 por V » Registado
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« Responder #34 em: Outubro 08, 2009, 01:41:29 »

O comentário de V suja-nos a todos  e deixa uma mancha de infâmia neste fórum frequentado por pessoas cordatas e civilizadas.

Como responsável pelo comentário que o originou não posso deixar de manifestar o mais profundo repúdio sobre as calúnias pessoais e mentiras soezes que aí são proferidas, dignas de um velhaco do mais reles estofo.

Não sei o que terá levado V a este destempero odioso e totalmente despropositado: se o ressabiamento notório de uma personalidade mal formada e perturbada por uma gigantesca ilusão de auto-importância; ou então, um ajuste de contas encomendado, à medida dos tristes arqueólogos envolvidos nos encobrimentos e nuvens de fumo que rodeiam Balsa (e Marim?).

É de facto uma estranha coincidência que este ataque raivoso seja uma resposta à divulgação recentíssima de uma obra que mostra, de forma muito clara e documentada, a importância patrimonial e cultural de Marim no Algarve Romano e o impacto da urbanização projectada no sítio arqueológico.

Sobre a obra do caluniado, ela está à vista de todos, em parte reproduzida no site do Campo Arqueológico de Tavira, a cuja Direcção pertence (http://www.arkeotavira.com).
Como qualquer obra científica, ela existe para ser rebatida por outras obras científicas. A calúnia, a mentira e os ataques pessoais são as pobres armas dos medíocres, dos encurralados e dos vendidos.

Espero que o Administrador deste foro elimine o comentário calunioso (e também esta resposta, já agora) e que providencie para que estas vergonhas não se repitam neste no nosso espaço tão vital sobre Olhão.

Lamento profundamente ter respondido ao individuo no meu comentário anterior. Não voltarei a fazê-lo.
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« Responder #35 em: Outubro 08, 2009, 05:13:20 »

Carissimo raia-alhada,

Se me provar e fundamentar que o que escrevi é falso serei a primeira pessoa a admitir que estou errado. De facto não conheço tal pessoa nem tenho nenhum ódio pessoal contra tal pessoa, mas apenas referi factos que são do meu conhecimento e comentados entre os investigadores dos locais em questão...

Mas mais uma vez agradecia que me mostrasse onde estou errado, pois de facto já consultei as novas investigações tanto sobre Balsa como sobre Marim e de facto os novos dados são pouquissimo fundamentados para alem de imagens onde qualquer pessoa minimamente sapiente se pergunta como é que o investigador chegou a essa conclusão.

E dou-lhe um exemplo muito prático, se eu encontro um fragmento de ceramica romano que está mais presente em necrópoles não posso automaticamente assumir que descobri uma necrópole, pois apenas uma investigação exaustiva do local, incluindo uma escavação cientifica poderá comprovar que ali se situa uma necrópole ou então aquele fragmento de cerâmica pode até ser apenas um achado isolado.

O que nesses trabalhos (sobre Marim e Balsa) se tenta fazer é por um lado, um tipo de trabalho já muito comum em Itália que passa pela investigação arqueológica não evasiva. Ou seja através de prospecção geofisica descobrir cidades inteiras sem abrir sequer uma sondagem. Tal trabalho está agora a ser feito em Ammaia perto de Marvão, mas em todos os artigos que li nunca vi nenhum investigador apresentar as suas conclusões, em nenhum trabalho de arqueologia com mapas cheios de cores e traços inidicativos de algo, Aliás devo dizer que os trabalhos deste investigador são unicos pois nunca consultei um unico artigo de arqueologia que se assemelhasse aos do investigador em questão.

Faça você tambem essa pesquisa vá ao site do ipa e leia os artigos que lá estão e diga-me então quem está errado. Volto a dizer, se eu estiver errado sou o primeiro a admiti-lo.

E já agora, gostaria de lhe dizer que acharia muito estranho apagar estas mensagens, primeiro porque a meu ver apenas apresentei factos e vivencias minhas, segundo porque estamos num forum de internet de um pais livre e como tal tenho liberdade de expressar a minha opinião sobre quem eu quiser, aliás se fossemos por ai, muitos topicos neste forum teriam de ser fechados por "caluniarem" de alguma forma certas personalidades de Olhão. E terceiro cada um sabe o que sabe, eu posso saber menos que qualquer pessoa aqui ou posso saber mais, mas acima de tudo respeito as opiniões dos outros, e vendo bem as coisas quem aqui se sentiu afectado no seu ego por uma correcção mal feita minha foi você, quem aqui se sentiu ofendido por uma correcção foi você que depois não hesitou em chamar-me de ignorante. Pois eu sei bem o meu valor e sei um pouco do seu, pois apresentou muita informação correcta nas suas intervenções, no entanto fê-lo a meu ver com uma arrogância de quem  talvez viva numa "giganteca ilusão de auto-importancia"?

Concluo apenas dizendo, podemos ser muito sábios, mas se não tivermos a humildade de transmitir a nossa sabedoria então não saberemos absolutamente nada.

Aos moderadores, agradecia que ponderassem a sugestão do membro raia-alhada pois um forum é para se discutir e tentar chegar a uma conclusão entre as partes, ou então nunca atingi-la, mas considero muito importante a discussão manter-se aberta sem qualquer alteração.
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« Responder #36 em: Outubro 10, 2009, 02:07:19 »

Srª  raia-alhada
Vai deixar-me entrar na discussão que entretanto se levantou a propósito daquilo que muitos olhanenses julgavam já coberto por um tapete de relva entremeado por estruturas habitáveis de betão: os testemunhos da presença romana na zona de Marim.
Não me importo que me chame novato, mas já conhecia ao que chamávamos “as ruínas dos romanos” ainda a raia se chamava arraia, sendo a mais comum a miúda e tinha o olho em cima do centurião que estava de guarda ao melancial.
Hoje, com o tempo já tive oportunidade de conhecer algumas arraias-imperiais de muita cagança e pouca valia.
Não consegui perceber no que escreveu quando diz:
“Na realidade, a única solução viável para a zona arqueológica de Marim era ela ser transferida para os concelhos de Vila Real de Santo António ou de Loulé, os únicos que inspiram alguma confiança sobre a salvaguarda do seu património arqueológico.”
Que uma parte significativa do que foi retirado do local, está no “Museu Nacional de Arqueologia e dos museus municipais de Faro e da Figueira da Foz” uma pequena no de Moncarapacho e a maior parte ilocalizável, já nós sabemos, mas agora transferir a zona arqueológica para VRS António ou Loulé é que não percebo mesmo nada.
Ou será que o designativo, para evitar utilizar termo, “zona arqueológica” é algum conceito que em arqueologia significa qualquer coisa transportável de camioneta?
Se assim for aceito que me chame ignorante.
De qualquer modo, porque é que não pode ficar no local?
Em Olhão não há quem, ou possa vir a haver, tomar conta dessa guarda?
Quando e se me responder, evite fazê-lo do alto de uma cátedra que esteja morta, que é para falar-mos de tu para tu com o devido respeito que o professor deve ter para com o aluno que quer saber e vice-versa.
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« Responder #37 em: Dezembro 02, 2009, 03:25:15 »

Polémica na Quinta de Marim.
Francisco Leal pretende levar avante a destrição dos vestigios arqueológicos em Marim.
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« Responder #38 em: Março 09, 2010, 08:45:45 »

Exposição em Olhão sobre os romanos é uma exposição que nada diz sobre o passado romano no concelho, mostrando ao publico, as poucas  peças que estão nos "Museus de Olhão e de Moncarapacho, não fazendo referência às magnificas peças que estão noutros Museus (incluindo o Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa) nada dizem.
Numa foto reduzem o local Arqueológico da Quinta de Marim a um minúsculo  rectângulo, tentando esconder um a realidade da Quinta de Marim.Não sei se foi trabalho encomendado ou se o Arqueólogo responsável pela exposição não percebe nada do Marim Romano,e do resto dos vestígios Romanos do concelho de Olhão.
É por essas e por outras que Olhão a nível de cultura, não sai da pasmaceira de meia dúzia de pretensos intelectuais de pacotilha, que só fazem qualquer coisa encomendada pelo presidente da CMO.
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« Responder #39 em: Junho 06, 2010, 05:42:10 »

Há 60 dias que este tópico ,não tem respostas ,o que é pena pois daquilo que não se fala as pessoas esquecem-se.
As ultimas noticias vi neste site http://imprompto.blogspot.com/ ,o qual a maioria dos membros desse Fórum deve conhecer.
É pena que no concelho de Olhão o único sitio classificado de interesse publico,segundo a C.M.O. seja a ponte de Quelfes.
Assim sendo sobre as afirmações da C.M.Olhão,  quer dizer, que as várias necrópoles de Marim Romano e do templo que existe no seu solo,e que deixaram um espólio único na Península Ibérica,no que concerne a lápides funerárias,estão em terreno não classificado de interesse publico?Quer isso dizer que se o proprietário do terreno,da Quinta de Marim, lhe apetecer destruir as ruínas desse templo romano o pode fazer?  
Fala-se no imprompto numa possível conferência sobre o Marim Romano,era bom saber noticias sobre o assunto, para uma divulgação neste Fórum.
Há neste momento uma ridícula exposição sobre a presença  Romana no concelho, onde nem uma linha se fala,sobre  o valioso espólio das lápides funerárias assim como omite a existência de um templo romano já escavado e estudado por vários arqueólogos,sendo alguns estrangeiros.Será essa omissão desconhecimento? Ou será propositada?
« Última modificação: Junho 06, 2010, 05:44:55 por floripes » Registado
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