Páginas: [1]   Ir para o fundo
  Imprimir  
Autor Tópico: Guia Turístico e Cultural de Olhão  (Lida 749 vezes)
antonio
Membro Recente
*
Mensagens: 20


Ver Perfil
« em: Maio 23, 2010, 09:33:18 »

A APOS vem por este meio convidar todos os olhanenses para a apresentação pública do novo Guia Turístico e Cultural de Olhão, produzido pela associação (sábado, dia 29 de Maio 2010, às 15h, na Sociedade Recreativa Olhanense).
É feito em duas línguas (português e inglês) e não teve até ao momento qualquer patrocínio público, sendo integralmente custeado pela publicidade e os fundos da associação.
Representa o trabalho voluntário de cerca de uma dezena de pessoas durante quase 3 anos, sendo o primeiro Guia consistente de Olhão desde 1946!
A publicação deste roteiro é a consagração do objecto da APOS desde a sua fundação: melhorar a qualidade de vida dos olhanenses através da promoção do seu património cultural, transformando esse património em riqueza económica, através da dinamização das actividades ligadas ao turismo e o comércio.
Para  dinamizar estas actividades económicas e criar postos de trabalho era fundamental ter um Guia em condições, e ele aí está!
A estratégia - utilizar o património cultural para dinamizar a economia - é coisa pouco compreendido pelos actuais políticos locais, sendo esta incompetência política um dos muitos factores que estão na base do empobrecimento dos portugueses e, neste caso particular, dos olhanenses.
Chamamos a atenção que este Guia é também um produto único no panorama algarvio, por ser extremamente raro que um agrupamento de voluntários da sociedade civil, sem qualquer apoio público, vá tão longe na produção de um guia turístico com esta qualidade.
Actualmente um esboço antigo deste roteiro pode ser visto em http://en.calameo.com/read/000022348d6e5185beb01.
Brevemente colocaremos a versão actual na internet.
Registado
embroise
Membro Frequente
****
Mensagens: 446


Ver Perfil
« Responder #1 em: Maio 25, 2010, 10:49:04 »

Como é que um guia mal descascado(na minha opinião), faz dinamizar a actividade económica de uma cidade, e criar emprego?
O António já parece o presidente da C.M.O. a falar, que tudo o que faz cria emprego,mas o que nós vemos é o desemprego a aumentar.
Explique-me lá isso,assim como aos frequentadores deste Fórum, pois eu posso estar enganado.
De toda a maneira os meus parabéns pela iniciativa,e pela denuncia da CMO, se recusar a apoiar um iniciativa de um guia turístico, sobre Olhão que era a própria CMO que já o devia ter elaborado à muito tempo.
Registado
antonio
Membro Recente
*
Mensagens: 20


Ver Perfil
« Responder #2 em: Agosto 29, 2010, 05:35:52 »

É curioso que para mim é tão óbvio que talvez não me tenha explicado bem relativamente à importância que um Guia Turístico tem para a economia de um local como Olhão.
Repare-se, se o turismo é bom para a economia, porque cria riqueza e postos de trabalho, eu pergunto, como podemos ter turismo em Olhão se as pessoas não sabem o que é que Olhão tem para lhes oferecer?
Ou seja, os turistas só virão a Olhão se souberem de alguma coisa que aqui exista, e não noutros locais, que os atraia. Actualmente eles vêm a Olhão porque ouvem dizer que existe aqui uns mercados interessantes, uns restaurantes agradáveis e uma boa vista sobre a Ria Formosa, que não existe noutros locais do Algarve. No entanto, infelizmente não têm sido falados outros motivos de interesse para os atrair...
Ora o que nós pretendemos é explicar os muitos outros motivos de interesse para atrair muitos outros turistas.
E de facto, Olhão tem outras singularidades únicas que podem interessar muitos turistas que actualmente desconhecem totalmente que essas singularidades existem.
Infelizmente, são os próprios olhanenses, e particularmente os políticos que os representam, que frequentemente não sabem o que nós temos e que pode interessar os turistas.
É aqui que entra este Guia turístico que sinceramente só é mal-descascado para quem ainda não o leu.
A quem se interessa por Olhão, eu convido a ler o Guia (à venda nos quiosques e papelarias da cidade) e depois calmamente pode formular a sua opinião.
Registado
antonio
Membro Recente
*
Mensagens: 20


Ver Perfil
« Responder #3 em: Agosto 29, 2010, 05:39:10 »

Deixo aqui, para quem tiver interesse, um artigo que publiquei no jornal "Brisas do Sul" de Julho de 2010, sobre esta questão do Guia Turístico:

Há 4 anos, quando a APOS teve início formal, logo afirmámos para quem nos quis ouvir, que era objectivo da associação desenvolver de forma sustentável Olhão, através da manutenção e rentabilização económica do património dos olhanenses, sempre em seu favor.
Perante estas afirmações, muitos sorriam e indicavam um aparente paradoxo: em Olhão, quem tinha o “Poder” de rentabilizar este património não evidenciava interesse nisso (falavam obviamente da Câmara Municipal de Olhão), e quem tinha interesse no assunto, como era o nosso caso, não tinha qualquer “Poder” para o fazer…
Por outro lado, a sociedade civil olhanense vivia uma letargia cívica absoluta. Era impensável pedir à sociedade civil iniciativas cívicas ou políticas: à sociedade civil apenas se admitia iniciativas que visassem o mero entretenimento. E, talvez mais importante, o presidente da autarquia tinha ainda um capital de simpatia muito grande. Eu próprio cheguei a considerá-lo um político muito válido, e não entendia porque quase nada se fazia para manter as características identificadoras da terra… Alvitrava eu que poderia ser da falta de ajuda dos vereadores, que aliás sistematicamente mudavam, talvez exactamente porque o presidente concluiria que se tinha enganado em escolhê-los…
A verdade é que a inanição autárquica era uma realidade e alguém, na sociedade civil, teria que lançar uma primeira pedrada no charco!
E alguém teria que demonstrar que mesmo sem o Poder na mão, era possível fazer avançar a sociedade local (yes, we can!).
Muito foi feito desde esse momento em que se decidiu avançar, mas uma das coisas de que mais me orgulho é o facto de termos publicado em papel, finalmente, no último mês de Maio, o nosso Guia Turístico de Olhão, por ser o primeiro guia verdadeiramente consistente e informativo, não só para portugueses, como também para estrangeiros que dominem a língua inglesa.
Trata-se de um exemplo de como é possível, uma pequena associação sem qualquer apoio, pôr na rua uma publicação que promove a localidade, dando um sinal claro ao Poder político vigente que, se eles ainda não o conseguiram fazer, é apenas por falta de vontade e visão política, e que agora não têm desculpa, têm mesmo que nos seguir e avançar no caminho que lhes indicamos.
É importante explicar que este nosso Guia é o corolário do trabalho de cerca de uma dezena de voluntários, durante 3 anos, em que por 3 vezes se pediu em vão a colaboração da Câmara Municipal. Os primeiros pedidos, feitos directamente ao presidente, não mereceram sequer resposta. O último pedido ocorreu em Fevereiro deste ano de 2010, em que a APOS enviou uma cópia do seu Guia a todos os vereadores da autarquia. O actual vereador da Cultura, meu homónimo Dr. António Pina, teve a simpatia de me responder em nome do executivo, revelando que, afinal, já tinham um Guia Turístico e, por extraordinária coincidência, estariam a melhorá-lo exactamente naquele momento, pelo que seria redundante apoiar o nosso trabalho…
A verdade é que a APOS disponibilizou de forma transparente o seu trabalho em Fevereiro de 2009 na internet e, ainda de forma mais transparente, enviou-o em papel para a Câmara Municipal em Fevereiro de 2010. Em contraste absoluto, a Câmara tem funcionado como uma sociedade secreta, em que os cidadãos estão impossibilitados de ter conhecimento dos conteúdos de um simples Guia Turístico que pretensamente já existia… ou que estaria em preparação!
Efectivamente, segundo consta, posteriormente ao nosso contacto, a Câmara Municipal terá contratado os serviços de uma empresa com experiência na elaboração de Guias Turísticos para várias autarquias (aparentemente com sede no Norte do País). Ao que parece, pelo menos um funcionário desta empresa andou em Olhão angariando publicidade de vários empresários locais, com uma carta de recomendação da Câmara na mão, por forma a conseguir fundos para a publicação de cerca de 10.000 exemplares deste futuro Guia.
Claro que este último esforço é de aplaudir.
Pena é que suceda apenas como reacção a uma iniciativa da sociedade civil!
Pena é que se prefira “atirar” dinheiro para uma empresa comercial estranha a Olhão, em vez de apoiar sem grandes custos o trabalho da sociedade civil local!
Pena é que tudo isto seja feito, não porque haja um interesse genuíno em promover Olhão, mas apenas porque há um interesse pequenino em esvaziar a iniciativa cívica da sociedade civil local!
12 de Junho de 2010
António Paula Brito
Presidente da APOS
(Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão)
Registado
Páginas: [1]   Ir para o topo
  Imprimir  

 
Ir para:  

CSS válido! Powered by SMF 1.1.11 | SMF © 2006-2008, Simple Machines LLC
SMF_Clear by Crip
XHTML 1.0 válido!